Economia da Austrália: qual é a origem da riqueza no país que não sabe o que é recessão?

Quando se pensa na terra dos cangurus como local para fazer intercâmbio, logo vem à mente de muita gente a oportunidade de ter contato com a natureza e a fauna exótica local, o mix de culturas nas grandes cidades (como Sydney, Melbourne e Perth) e a proximidade com vários países da Oceania. Porém, a verdade é que nem todo mundo conhece a fundo como é a economia da Austrália e os motivos que a fazem ser tão bem-sucedida.

Afinal, o país está em constante crescimento econômico, sem enfrentar qualquer tipo de recessão, e ainda se destaca em vários indicadores internacionais de educação, saúde, bem-estar, direitos humanos e segurança — como é o caso do Global Peace Index que em 2019 colocou-o como o 13º mais pacífico do mundo.

Por esse motivo, reunimos diversas informações sobre o assunto diretamente do 51º Australia in Brief, um documento oficial promocional produzido pelo Departamento de Relações Exteriores e Comércio do Governo Australiano. Confira o post até o fim e conheça mais sobre esse lugar incrível!

No que se baseia a economia da Austrália?

A economia da Austrália remete um pouco à brasileira, sendo marcada por quatro grandes áreas: a agricultura, a mineração, a produção de energia e o setor de serviços (também chamado de setor terciário). Este último, que é composto pela educação, o turismo, os centros financeiros, a mídia, o comércio, entre outros, é a principal fonte de receita do país.

Para se ter ideia, os rendimentos provenientes apenas do turismo de entrada na região ultrapassam os US$ 30 bilhões por ano, colocando a nação na 11ª posição entre os maiores mercados turísticos do planeta, como destacou o documento.

Como resultado, as cidades australianas passaram por um extenso e profundo processo de desenvolvimento da infraestrutura e de garantias básicas (como saúde, segurança, transporte, proteção do meio ambiente etc.) para assegurar que não apenas os cidadãos, mas também os turistas tenham conforto, qualidade de vida e sintam-se acolhidos.

Quem são os principais parceiros comerciais do país?

Os principais parceiros comerciais da Austrália são a China, os Estados Unidos, o Japão e a Coreia do Sul, que figuram tanto entre aqueles que mais exportam para ela quanto os que mais importam bens e serviços da terra dos cangurus. Porém, quando falamos especificamente de um tipo de negócio, outras nações se destacam.

Por exemplo, entre os cinco maiores exportadores com quem os australianos negociam também aparece a Índia. Já entre os cinco maiores importadores surge a Tailândia.

Um dado interessante é que, com exceção da Índia, todos os demais fazem parte do Asia-Pacific Economic Cooperation (APEC), um acordo que envolve cerca de 21 países — entre eles, a Nova Zelândia e a própria Austrália — para a promoção do crescimento econômico, do desenvolvimento comercial e, é claro, das transações de mercado na região.

O que importam e exportam?

Já que falamos sobre importação e exportação, você deve estar curioso para saber quais são os bens e serviços com mais saída ou entrada do país, não é verdade? Por isso, vamos falar do assunto neste tópico. Quando se trata do primeiro, a Austrália importa em maior volume os seguintes produtos: petróleo refinado, equipamentos de telecomunicação e automóveis.

Entre os serviços mais importados aparecem o fretamento e e o setor de turismo — com viagens realizadas por australianos ao exterior. Já em relação à exportação, saiba que entre os produtos mais vendidos se destacam o minério de ferro, o carvão e o gás natural.

Agora, quando o assunto é serviço, o principal exportado é a educação. Tanto é que ela recebe, em média, 440.949 estudantes estrangeiros por ano que acabam injetando por volta de AUD$ 19,5 bilhões na economia australiana — o que não é para menos. Afinal, a nação é reconhecida internacionalmente pelas instituições de ensino superior que figuram entre as melhores do mundo graças à forte tradição de iniciação científica, pesquisa acadêmica e programas de liderança e capacitação para o mercado de trabalho.

Como é o mercado interno?

O mercado interno da Austrália é bastante diversificado contando com uma grande gama de empresas de inovação tecnológica e centros de estudos e pesquisas científicas. Prova disso é que o país já rendeu inúmeras invenções indispensáveis para a humanidade, como o marcapasso, a caixa-preta usada no setor de aviação e o sistema do Google Maps, como aponta o Departamento de Relações Exteriores e Comércio do Governo Australiano.

Além disso, o mercado australiano tem espaço garantido para os incentivos ao esporte — atualmente, são mais de 140 organizações esportivas em todo o território — e à produção criativa — com instalações culturais, centros de audiovisual, galerias de arte, corporações de mídia, indústria cinematográfica etc. Resumindo: é um local com múltiplas oportunidades para todo tipo de ramo comercial existente.

Quais as áreas mais procuradas pelos intercambistas?

Como você já deve saber, o visto de estudante permite que o intercambista não só tenha acesso ao sistema de ensino australiano, mas também possa fazer parte do mercado de trabalho local, exercendo atividade profissional por até 40 horas a cada duas semanas. Ou seja, uma oportunidade excelente para seu currículo e sua bagagem cultural.

Justamente por isso, o material promocional do Governo Australiano destaca que os estudantes internacionais procuram áreas ligadas à própria formação para ganharem experiência no ramo em que vão atuar depois de graduados ou pós-graduados, como os meios de comunicação, a indústria criativa, o sistema de saúde, o turismo e as engenharias.

Como deu para ver, a economia da Austrália é bastante sólida e coloca a nação em uma posição privilegiada de desenvolvimento social, cultural e educacional. Não é para menos que ela se tornou um excelente destino para quem deseja um intercâmbio multifacetado, onde é possível não só investir no aprendizado do inglês e na educação de nível superior, como também ter contato com uma sociedade que valoriza (e muito) a qualidade de vida.

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