Entenda a diferença entre a educação básica na Austrália e no Brasil

A Austrália é um dos destinos mais procurados pelos estudantes que têm o sonho de fazer um bom intercâmbio. O país se encontra entre os melhores quando o assunto é sistema de ensino, pois abriga as mais renomadas instituições e universidades.

A educação na Austrália ganha ainda mais a atenção dos estudantes intercambistas, pelo fato de o lugar valorizar as pessoas que são de fora e que querem aperfeiçoar sua vida estudantil.

A Austrália tem, ao todo, mais de 22 mil cursos para que os estudantes possam escolher, bem como mais de 1200 excelentes opções de instituições. Um dos grandes destaques educacionais no país é por oferecer estudo de qualidade para todas as pessoas, independentemente da classe social. Fato esse que favorece o crescimento igualitário do país.

Com base nisso, o post de hoje apontará as principais diferenças existentes entre a educação na Austrália e no Brasil. Se ficou curioso para descobri-las, faça a leitura deste conteúdo e fique por dentro!

Descubra quais são diferenças da educação na Austrália e no Brasil

O Brasil e a Austrália têm muitas semelhanças quando o assunto é clima e paisagens naturais exuberantes. Mas quando o tema é educação básica, existem diferenças bem significativas. Dessa forma, serão listados, a seguir, alguns pontos que merecem destaque. Leia e confira!

Idade obrigatória para frequentar a escola

O Brasil muda com frequência a legislação que define a idade que a criança deve ingressar na escola.

Atualmente, o que vigora é a obrigatoriedade da matrícula dos 4 aos 17 anos, sendo que aquele que completa 4 anos até 31 de março do ano letivo deve iniciar o pré-escolar (educação infantil), e a criança que faz 6 anos até 31 de março do respectivo ano letivo deve estar devidamente matriculada no primeiro ano do ensino fundamental.

Já na Austrália, a matrícula é imprescindível dos 6 até, aproximadamente, 17 anos. O que perfaz um total de, mais ou menos, 12 anos de estudo obrigatório. Em regra, é isso que acontece, mas vale ressaltar que em alguns estados e territórios as determinações podem sofrer pequenas alterações.

Duração de cada ciclo de ensino

A duração do ciclo estudantil brasileiro já passou por algumas mudanças, mas, hoje, funciona da seguinte maneira:

  • Ensino Infantil: pré-escolar;
  • 1º ciclo do Ensino Fundamental: representa os cinco primeiros anos de estudo que vai do 1º ao 5º ano;
  • 2º ciclo do Ensino Fundamental: equivale à matrícula do 6º ao 9º ano;
  • 3º ciclo de ensino: faz parte do ingresso no ensino médio que vai do 1º ao 3º ano.

Na Austrália, há também uma divisão das séries básicas, assim como ocorre no Brasil. Veja só:

  • Primary School: dura cerca de sete anos. Essa etapa vai do Jardim de Infância até o 6º ou 7º, pois dependerá de cada região;
  • Secundary School: com uma duração de três a quatro anos, esse ciclo engloba o 7º ou 8º ano até o 10º. Também sofre alterações de acordo com a localidade;
  • Sênior Secundary School: tem uma duração de dois anos. Representa o 11º e o 12º ano escolar.

Currículo pedagógico e disciplinas básicas

Um currículo com matérias obrigatórias têm o objetivo de fazer com que todos os estudantes tenham acesso a conteúdos essenciais para a formação básica do estudante. No Brasil, as disciplinas variam conforme os ciclos vistos acima.

  • Ensino Infantil: o currículo é voltado para atividades lúdicas, que fazem a criança compreender seu papel no meio em que vive;
  • 1º ciclo do Ensino Fundamental: abrange português, matemática, estudo do meio, inglês, expressões artísticas e físico-motoras e educação moral e religiosa;
  • 2º ciclo do Ensino Fundamental: línguas, português, matemática, ciências, história e geografia, inglês, educação artística e tecnológica, educação física e educação moral e religiosa;
  • 3º ciclo de ensino: com a recente reforma, as disciplinas obrigatórias serão português e matemática. O restante da carga horária será para cursos de aprimoramento acadêmico.

Já na Austrália, não apresenta essa divisão. As instituições de ensino valorizam bastante o aprendizado de línguas estrangeiras como o francês, alemão, árabe, espanhol, japonês, entre outras.

Mas o referido país também conta com algumas áreas de aprendizagem obrigatórias em todos os ciclos de estudo. Assim, é possível mencionar:

  • Língua;
  • Matemática;
  • Ciências;
  • Ciências Sociais e Meio Ambiente;
  • Línguas Estrangeiras;
  • Saúde e Educação Física;
  • Educação Artística;
  • Tecnologia.

Transporte escolar

O transporte escolar gratuito é assegurado no Brasil para os estudantes que residem em localidades mais distantes, o que, em regra, acontece apenas para os que moram na zona rural.

Nesse quesito, a Austrália não é muito diferente, tendo em vista que o governo federal também fornece transporte apenas para os casos de necessidade. Mas é pouco utilizado, pois quase sempre há uma instituição de ensino próxima ao bairro que o estudante reside.

Funcionamento das escolas públicas e privadas

No Brasil, ainda há muitas diferenças em relação às escolas da rede pública e privada no que diz respeito à qualidade do ensino. As disciplinas obrigatórias devem ser as mesmas, já que o Ministério da Educação (MEC) exige essa similitude para autorizar o funcionamento da instituição privada.

No entanto, as escolas australianas não apresentam discrepâncias entre os ensinos da rede pública e particular, pois ambas preparam os alunos para o mesmo propósito. Mas as instituições privadas que são, na sua maioria, relacionadas à religião focam mais no ensino de esportes e músicas.

Férias escolares

No Brasil, o calendário das instituições de ensino varia conforme o âmbito em que a escola se encontre (federal, estadual ou municipal), pois cada ente tem a liberdade para disciplinar sobre o assunto. Porém, em regra, o ano letivo começa em fevereiro e finaliza em dezembro.

Os estudantes brasileiros têm dois períodos de férias: o primeiro acontece em julho e o segundo ocorre em dezembro, quando há o encerramento do ano escolar.

Já na Austrália, é um pouco diferente. O ano letivo processa-se de janeiro a dezembro e os estudantes têm quatro períodos de férias no decorrer dos estudos. Os três primeiros períodos acontecem a cada 10 a 12 semanas de aula (varia conforme a região). Nesse sentido, o último período são as férias de verão que ocorre no final de cada ano letivo.

Essas são apenas algumas diferenças da educação na Austrália e no Brasil. Existem sim muitos contrastes entre os sistemas de ensino desses países, pois eles têm hábitos e culturas diferentes. Logo, isso faz com que ambos tenham seus pontos positivos e negativos.

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