Aprenda como fazer pós-graduação no exterior agora mesmo

Estudar pós-graduação no exterior, especialmente na Austrália é, sem dúvida, o sonho de qualquer estudante que concluiu a graduação e deseja obter uma experiência enriquecedora. Afinal, além de vivenciar algo novo, o estudante tem a oportunidade de aprimorar o idioma, apreciar lugares incríveis, aprender mais sobre a cultura local e conhecer novas pessoas.

No entanto, estudar fora do país requer muita disposição e, sobretudo, planejamento, pois não é fácil escolher entre os diversos tipos de programas disponíveis. Além disso, se preparar para o application é um processo que exige tempo, principalmente se você pretende se candidatar a uma bolsa de estudos.

Sabendo disso, preparamos este artigo com as principais informações para você fazer sua pós-graduação na Austrália. Quer saber mais sobre o assunto? Então acompanhe a leitura!

Qual a diferença entre a pós-graduação no Brasil e a do exterior?

A pós-graduação se refere ao curso realizado após a graduação. No Brasil, existem duas opções de cursos de pós: lato sensu e stricto sensu.

O primeiro é composto por cursos de especialização e MBA (Master of Business Administration), que seguem um tema ou uma modalidade específica de determinada área. Enquanto o segundo é especifico para a realização de pesquisa e ensino científico, sendo assim, é dividido em duas categorias: mestrado e doutorado.

Diferente do Brasil, os programas de pós-graduação na Austrália apresentam estrutura modular. Em geral, são compostos por 3 módulos, tendo cada um deles uma média de duração de 1 a 3 semestres e a pós-graduação completa varia entre um 1 ano e 6 meses a 2 anos.

Nesse sentido, o estudante pode decidir se fará ou não todos os módulos e, assim, receber a certificação referente ao tempo do curso escolhido.

Qual a vantagem de estudar em outro país?

Apesar das dificuldades, como a dificuldade de adaptação, custos elevados e a necessidade de aprender a lidar com a saudade dos familiares e amigos, estudar fora do Brasil é um objetivo que vale a pena ser investido, pois proporciona diversas vantagens para o estudante. Para você ter uma ideia, separamos as principais. Veja só!

Reconhecimento internacional

Sim! Ao investir em uma pós-graduação no exterior você abrirá as portas para uma possível carreira internacional. Isso porque estudar em outro país, além de agregar mais valor ao seu currículo, você terá a chance de amadurecer pessoalmente, ingressar em atividades diferenciadas enquanto estiver fora e enriquecer sua carreira profissional.

Ganhar mais experiência internacional

Sem dúvidas as experiências internacionais são repletas de descobertas e novidades e, por isso, são vistas como uma ótima maneira de crescer tanto pessoalmente (conhece novas pessoas e fazer amizades) quanto profissionalmente.

Afinal, viver um determinado tempo em outro país permite mergulhar em uma cultura totalmente diferente da sua e sentir na pele um misto de empolgação e expectativa por conhecer de perto a história e os costumes de outra nação.

Além disso, com o passar do tempo, essa experiência vai se tornar uma lembrança suficientemente forte para mudar a forma como você vê o mundo.

Conhecer a cultura de outro país

Como deu pra perceber, ter a chance de fazer uma pós-graduação no exterior, além de proporcionar vantagens para a sua carreira profissional também oferece a oportunidade de você conhecer novos lugares, uma vez que os passeios fazem parte da experiência de um intercâmbio.

Além de ser uma solução para distrair e desestressar, tanto as viagens quanto os passeios contribuem para o enriquecimento cultural. Nesse sentido, vale a pena sair para explorar as riquezas do lugar. Para isso, você pode recorrer à forma mais tradicional com a ajuda de guias, ou simplesmente pôr o pé na estrada e se aventurar conforme o seu ritmo e estilo.

Quais são os programas de pós-graduação na Austrália?

Assim como no Brasil, os programas de pós-graduação oferecidos pelas universidades australianas também são divididos em dois: lato sensu e o stricto sensu.

Como vimos, o lato sensu abrange os programas de especialização e MBA. Nesse sentido, são cursos voltados para a atuação na prática. Por isso, é importante ressaltar que no caso de MBA, por exemplo, muitas universidades exigem que o acadêmico tenha uma experiência mais consolidada no mercado.

De modo geral, os cursos de especialização tem duração de até dois anos e são indicados para aqueles que desejam aprofundar na sua área de atuação. Já o stricto sensu abrange os cursos de mestrado, doutorado e pós-doutorado que atendem os alunos que desejam ingressar na carreira acadêmica ou pesquisa. Sendo assim, confira, em detalhes, a diferença de cada uma dessas especializações.

Mestrado

O mestrado é um curso, no qual permite que o estudante possa focar na realização de pesquisas. Nesse sentido, tem como objetivo permitir que o estudante amplifique ainda mais seu conhecimento a respeito de um determinado tema, por meio de uma profunda reflexão teórica. Sendo assim, o mestrado é ideal para quem pretende se especializar no ramo acadêmico, como professor ou pesquisador.

Com uma duração média de 2 anos, o curso não tem uma carga horária extensa, mas, em compensação, exige muita dedicação do acadêmico fora da sala de aula. Afinal, será necessário dedicar tempo à leitura, participar de pesquisas e eventos acadêmicos para, ao final do curso, desenvolver uma dissertativa.

PhD

Na tradução literal, PhD significa “doutor em filosofia”. Por esse motivo, o título de “doutor” é concedido para os estudantes que desejam aprofundar na sua área de estudo, especialmente em pesquisa.

Como existem diferentes tipos de doutorado, a sigla PhD é específica para áreas referentes a pesquisa. Quanto as demais, representam áreas focadas de formação, por exemplo:

  • Ed.D. (ou Doutorado em Educação): específico para a formação de profissionais e acadêmicos na área educacional;
  • D.B.A. (ou Doutorado em Administração de Empresas): específico para a formação de profissionais de administração;
  • M.D. (ou Doutorado em Medicina): específico para a formação de profissionais da área médica;
  • Th.D. (ou Doutorado em Teologia e Estudos da Religião): específico para a formação de teólogos;
  • J.D. (ou Doutorado em Leis): específico para a formação de advogados.

Diante disso, o tempo de duração de um PhD vai depender do programa escolhido. De forma geral, pode durar de 3 a 4 anos. Lembrando que existem programas que aceitam acadêmicos apenas com a graduação. Enquanto outros, exigem que o acadêmico conclua um mestrado antes.

Vale ressaltar que, para cursar uma pós-graduação no exterior, o aluno deve ter concluído a graduação em uma universidade registrada pelo MEC (Ministério da Educação).

Além disso, o acadêmico tem a possibilidade de escolher um curso que não esteja diretamente relacionado à sua área de atuação, essa vantagem oferece uma variedade ainda maior de opções.

Pós-doutorado

Com duração de dois anos, aqui no Brasil, o pós-doutorado (ou postdoc) é uma especialização feita após o dourado. Nesse caso, é destinado para doutores que tenham menos de 10 anos que defendem a sua tese e, por isso, desejam obter ainda mais conhecimento na área de pesquisa.

Por esse motivo, não é necessário que o acadêmico defenda alguma tese ou curse disciplinas, pois o foco é direcionado para a realização da pesquisa. Além disso, requer a presença de apenas um supervisor com mais experiência para auxiliar o aluno durante o aprofundamento dos seus estudos.

Como validar o diploma para trabalhar?

Muitos brasileiros que estão planejando se mudar para a Austrália possuem a intenção de atuar na sua área de formação. Sendo assim, é natural que surja uma preocupação a respeito da validação do diploma.

Diante disso, o primeiro passo a ser feito é realizar o exame de inglês IELTS para comprovar o seu nível de fluência no idioma. Lembrando, que esse teste é obrigatório e requer uma nota mínima que vai variar de uma profissão para outra. Além disso, para exercer determinadas funções até o seu partner precisará fazer o teste.

Vale ressaltar que para cada profissão existe um órgão regulador específico para atestar se a profissão exercida aqui no Brasil será reconhecida na Austrália. Durante esse processo, o profissional deve:

  • fornecer todos os seus dados pessoais e acadêmicos;
  • se submeter a uma análise de experiência profissional;
  • realizar provas práticas e teóricas referente a profissão que será exercida no país
  • e, em alguns casos, participar de programas de estágio na Austrália.

Além disso, é importante verificar se a sua formação necessita ou não de registro, pois o processo para a validação é definido conforme a profissão que será exercida. Isso significa que o profissional que não precisa de registro vai conseguir validar o diploma de maneira simples.

Já o profissional que precisa de um registro, será necessário mais investimento e tempo para que o processo seja concluído. Pois será necessário recorrer a um órgão avaliador correspondente a profissão exercida pelo profissional. No qual será responsável por:

  • avaliar a área de formação do candidato;
  • apurar as notas obtidas;
  • examinar o nível de inglês;
  • certificar dos conhecimentos gerais do candidato.

Além disso, será necessario que o profissional faça o Skills Assessment ― processo que garante o reconhecimento da profissão junto ao órgão competente. Nesse caso, o requerimento pode ser feito online, basta providenciar cópias digitalizadas do diploma, do histórico do curso (nas versões originais e em inglês) e o resumo da tese desenvolvida no curso e a comprovação de que ela foi publicada, caso tenha concluído o doutorado.

Diante disso, o profissional deve enviar para o órgão avaliador cópias dos documentos referente ao histórico do curso, comprovação de trabalho e a nota do teste de inglês, seja ele IELTS ou TOEFL.

Lembrando que, mesmo que o diploma seja aceito na Austrália, ainda sim, será necessário que o profissional seja supervisionado por um determinado período antes de receber o registro definitivo.

Essa é uma exigência legal para profissionais, como advogado, médico, enfermeiro, engenheiro, Etc., que prestam serviços para a população. Após esse período de supervisão, o profissional poderá exercer sua função normalmente, independentemente de está vinculado ou não a uma empresa.

Vale ressaltar que o estudante que deseja se mudar para a Austrália para realizar um mestrado ou doutorado, por exemplo, precisa apresentar uma tradução juramentada do diploma do curso feito anteriormente para que ele consiga ingressar em uma universidade australiana e,assim, dar continuidade aos estudos no país.

Nesse caso, cada universidade australiana possui um conjunto de regras específicas para a validação do diploma, por isso é importante que você se certifique das condições estabelecidas pela faculdade de interesse. De forma geral, os documentos exigidos são cópias certificadas, original e traduzida, do histórico do curso, do diploma e do teste de inglês.

Lembrando que, atualmente, não existem regras específicas para a validação do diploma de pós-graduação lato sensu. Contudo, o Ministério da Educação (MEC) determina que as pós stricto sensu devem ser reconhecidas pelas universidades brasileiras credenciadas.

Como funciona o processo de aceitação?

O processo de seleção para a pós‑graduação no exterior não é considerada difícil, mas requer muita disposição, pois envolve uma série de etapas. Portanto, é necessário que o candidato dê início ao processo de preparação com, pelo menos, um ano de antecedência; lembrando sempre de ficar atento aos prazos.

De modo geral, os documentos solicitados para o processo de seleção para os programas de pós-graduação no exterior são:

  • histórico escolar / CV;
  • teste de idiomas;
  • carta de recomendação;
  • personal Statement.

Além desses documentos, podem ser solicitados um projeto de pesquisa, cartas de orientadores e uma entrevista ao longo do processo.

Com base nessas informações fica claro que estudar pós-graduação no exterior é uma oportunidade única na vida do acadêmico, por isso vale a pena considerar o investimento.

Contudo, a partir do momento que se decide fazer uma especialização na Austrália, é de suma importância que o estudante busque se qualificar para ingressar em uma universidade australiana.

Sendo assim, é ideal que o acadêmico procure por cursos preparatórios, como pré-medicina, pré-direito, pré-MBA entre outros que ofereceram uma base para a sua entrada na universidade. Além, é claro, de buscar meios para melhorar a fluência no inglês.

Feito isso, temos certeza que sua experiência de estudar pós-graduação no exterior será inesquecível. Gostou do artigo e quer saber mais? Então, aproveite para conhecer as 5 melhores cidades na Austrália. 

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